quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Uma análise crítica sobre o mais novo fenômeno evangélico nos Estados Unidos: Joel Osteen

Não há sombra de dúvidas de que o pastor batista Rick Warren, 53 anos, é o mais influente líder evangélico dos Estados Unidos em nossos dias. Em 2005, uma matéria de capa da revista americana semanal Times (edição de 7 de fevereiro de 2005) apontou os 25 evangélicos mais influentes nos EUA e Warren estava no topo da lista. A matéria chegou ao ponto de asseverar que Warren “será o sucessor do idoso pastor Billy Graham para o papel de ministro da América”. A Newsweek, publicação americana de igual respeito, o considerou recentemente uma das 15 pessoas mais influentes nos Estados Unidos. A igreja liderada por Warren é um fenômeno de crescimento (cerca de 30 mil membros em pouco mais de 20 anos de existência) e seu livro “Uma vida com propósito”, um fenômeno de vendas. Foram 25 milhões de exemplares vendidos desse único livro em apenas cinco anos, e isso só nos EUA. Nenhum outro livro evangélico da História vendeu mais em tão pouco tempo do que esse livro.
Porém, fato é também que a mais nova “coqueluche” evangélica nos Estados Unidos não é mais Warren e sua “Igreja com Propósito”, mas um jovem pregador sorridente, esguio e com expressão frágil, que prega uma mensagem recheada de auto-ajuda. Estou falando do pastor Joel Osteen, 44 anos, líder da Lakewood Church, em Houston, Texas. Ele foi eleito “O mais influente cristão da América” em dezembro de 2006 e uma das dez pessoas "mais fascinantes, queridas, amadas e simpáticas dos EUA” em nossos dias. Warren, sem dúvida, continua a ser extremamente influente, mas agora Osteen aparece com destaque ao seu lado na mídia secular e evangélica da América.
Bem, se Joel Osteen está tão em alta por lá, quem é ele exatamente? Aqui no Brasil já ouvimos falar muito de Warren. Mas quem é Joel Osteen? Qual a sua história? Qual a sua mensagem? Qual seu perfil?

Ascensão meteórica

A história de Joel Osteen é marcada por uma ascensão tão meteórica quanto a de Warren. Se não, vejamos.
A Igreja de Lakewood foi fundada por seu pai, John Osteen, um pastor da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos que recebeu o batismo no Espírito Santo nos anos 50 e, por isso, foi forçado a sair de sua denominação, fundando com sua esposa Dodie, no segundo domingo de maio de 1959, no Dia das Mães norte-americano, a referida igreja.
Uma das grandes marcas e virtudes da Igreja de Lakewood desde a sua fundação é a ênfase na diversidade. A membresia da igreja mistura negros, brancos, hispânicos, etc, sendo um exemplo para outras igrejas. Outro destaque é a dedicação, desde o início, com a divulgação do Evangelho por todos os tipos de mídia: rádio, tevê, internet. Basta lembrar que, pouco tempo depois de inaugurar a igreja, o casal John e Dodie também fundou o programa de televisão semanal da Igreja de Lakewood, numa época em que programas evangelísticos na tevê não eram ainda tão comuns nos EUA. Em poucos anos, o programa chegou a alcançar 100 milhões de casas por semana nos Estados Unidos.
A Igreja de Lakewood sempre promoveu cruzadas, conferências e distribuição semanal de alimentos aos mais carentes, além de sempre apoiar obras missionárias pelo mundo. Porém, foi só a partir de 1999 que a igreja sofreu um “boom”, exatamente com a chegada de Joel à liderança. Naquele ano, o pastor John Osteen faleceu, deixando a esposa, seus seis filhos e a igreja com 6 mil membros. Para dirigir o trabalho, a igreja escolheu o filho mais jovem dos Osteen, Joel, que, apesar de ainda incipiente, era querido por toda a igreja. Assim, aos 36 anos de idade, mesmo só tendo pregado até aquele momento um sermão em toda a sua vida e concluído apenas o primeiro semestre do Curso de Teologia da Universidade Oral Roberts, Joel foi ordenado pastor e empossado como novo líder da Igreja de Lakewood.
Quando Joel assumiu a liderança, sua única experiência era na área de mídia e nos bastidores da administração eclesiástica de sua igreja. Ele ajudara seu pai durante 17 anos na produção do programa de televisão semanal e na administração da igreja. Agora, porém, teria que fazer mais do que isso. E conseguiu.
Joel Osteen começou a pregar, mesmo com seu jeito tímido, e sua mensagem e estilo foram bem recepcionados pelo povo. O seu estilo sóbrio logo cativou. Aliás, ao ouvi-lo, logo sobressaem nele quatro características: ele não alteia a voz em nenhum momento da mensagem, fala sempre calma e amorosamente, sorri o tempo todo e tem um raciocínio rápido. Com esse estilo e uma mensagem sempre “de esperança e inspiracional”, como ele mesmo costuma definir, Joel Osteen foi conquistando as pessoas.
Com a ajuda da família, que permanece até hoje plenamente integrada ao ministério da igreja, com cada um liderando algum departamento (sua mãe, por exemplo, lidera o departamento de intercessão e sua esposa, o departamento feminino), Joel viu a membresia de sua igreja saltar incrivelmente de 6 mil pessoas em 1999 para 42 mil (sic) em 2007, tornando-se hoje a maior igreja evangélica não-denominacional dos EUA em quantidade de membros. Devido ao crescimento, ele teve que inaugurar em 2005 o novo templo-sede do ministério, com capacidade para 16 mil pessoas sentadas.
Só para se ter uma idéia do crescimento da Igreja de Lakewood: a segunda maior igreja nos EUA é a Saddleback Church, na Carolina do Sul, fundada em 1980 pelo pastor batista Rick Warren, e que tem cerca de 30 mil membros; a terceira é a Potter’s House, em Dallas, Texas, fundada e liderada pelo polêmico pastor negro neopentecostal T. D. Jakes, com cerca de 30 mil membros também; em quarto, a World Changers International Church, liderada pelo famoso pastor neopentecostal Creflo Dollar, com 25 mil membros; em quinto está a Igreja Comunidade de Willow Creek, de Chicago, com 20 mil membros, fundada e liderada pelo pastor Bill Hybels desde 1975; e em sexto, a New Life Church, no Colorado, com 15 mil membros, antes liderada por Ted Haggard e hoje pelo pastor Brad Boyd (a igreja tinha cerca de 23 mil membros, mas depois do escândalo sexual de Haggard diminuiu para 15 mil).
Em oito anos, a Igreja de Lakewood (imagem abaixo) conseguiu aumentar em sete vezes a sua membresia, saltando de 6 mil membros direto para o topo, ultrapassando em membresia todas essas mega-igrejas e chegando à marca impressionante de 42 mil membros, o que a torna a maior igreja da América hoje. Realmente impressionante. Mas não pára por aí.

Joel Osteen resolveu investir 30 milhões de dólares no programa semanal de televisão de sua igreja e, agora, este é transmitido não só para os EUA, mas também para mais de 100 países e está praticamente onipresente nas manhãs de sábado e domingo nos canais de tevê norte-americanos. O programa passa em duas das maiores redes evangélicas de televisão da América e em três grandes canais seculares de tevê naquele país: ABC, USA Network e Black Entertainment Television. Você termina de assistir o programa de Osteen em um canal e, ao passar para outro, o programa está começando a ser reapresentado lá. Segundo estimativas, o programa, que antes era assistido por 100 milhões de casas, agora é assistido por quase 200 milhões de residências nos EUA toda semana.
Joel Osteen também é um fenômeno de vendas nos EUA. Em outubro de 2004, ele lançou seu primeiro livro: Your Best Life Now: 7 Steps to Living at Your Full Potential (O melhor de sua vida agora: sete passos para viver plenamente seu potencial). Simplesmente, o livro encabeçou a lista dos mais vendidos do jornal The New York Times durante meses. Foi o número um de vendas até pouco tempo. O livro já vendeu mais de 4 milhões de exemplares em menos de três anos e ainda está onipresente nas livrarias. Recentemente, vi seu livro em destaque em livrarias seculares em Atlanta, New Jersey e Nova York. Vi também pessoas lendo seus livros no metrô de Nova York. Para onde virava, lá estava Joel Osteen, com seu rosto sorridente estampado na capa dos livros. O sucesso é tamanho que seu próximo livro, que será lançado mês que vem, já tem sua primeira tiragem confirmada: nada menos que três milhões de exemplares.
Depois que Joel Osteen assumiu a liderança da Igreja de Lakewood, esta também passou a ser muito conhecida pelos louvores. Seu coral e grupos de louvor gravaram vários CDs de sucesso nos últimos cinco anos, vendendo mais de um milhão de cópias. Vale ressaltar ainda que o maior nome na área de louvor e adoração no mundo evangélico hispânico pertence ao ministério de Lakewood: o pastor Marcos Witt.
Sentindo o crescimento de seu ministério, Osteen resolveu investir em cruzadas pelo mundo. Ele realizou recentemente suas quatro primeiras cruzadas: no Canadá, Irlanda, Inglaterra e Israel. Na Inglaterra, pregou a uma audiência de 6 mil pessoas. O nome de suas cruzadas é “Uma noite de esperança e inspiração”.
Bem, mas já está na hora de fazermos uma avaliação crítica sobre o ministério de Osteen. Vamos a ela.

Os desvios de Joel Osteen

As críticas ao seu ministério estão relacionadas, em primeiro lugar, ao fato de que Joel Osteen, curiosamente, não prega sobre arrependimento. E o detalhe é que, ao ser confrontado recentemente sobre esse assunto, Osteen se defendeu afirmando que não gostava de “pregar sobre o pecado”. Ora, a mensagem do Evangelho não se resume a falar sobre o pecado. Esse é só um dos pontos, e um ponto necessário, já que sem arrependimento não há transformação real de vidas. O problema é que Osteen, deliberadamente, evita pregar “todo o conselho de Deus”, como diz a Bíblia, o que não é saudável para o crescimento espiritual de quem o ouve.
Além disso, suas mensagens são repletas de auto-ajuda e, de vez em quando, ele ainda flerta com algumas idéias do movimento da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade. Aliás, comumente Osteen tem sido chamado de “O evangelista da auto-ajuda”. Não sei se foi por isso, mas, há pouco tempo, a revista Veja publicou uma matéria de capa sobre os “pregadores evangélicos de auto-ajuda no Brasil" justamente na época em que Osteen estava sendo badalado na mídia norte-americana como “pregador da auto-ajuda”. Teria a revista Veja notado essa tendência nos EUA e procurado descobrir o mesmo aqui no Brasil? Bem, não sabemos, mas fato é que Osteen inaugurou uma tendência nos EUA que, consciente ou inconscientemente, pode estar influenciando alguns pregadores por aqui. É verdade que Osteen ainda não é conhecido no Brasil, mas provavelmente é conhecido por alguns pregadores brasileiros que viajam à América.

Sobre a Teologia da Prosperidade

Em setembro de 2006, a revista Times publicou uma matéria de capa sobre a Teologia da Prosperidade, apresentando um debate no meio evangélico norte-americano sobre se essa doutrina é um mal ou um bem para o cristianismo. A matéria cita que há “três mega-igrejas pentecostais nos EUA” que são hoje as maiores representantes da Teologia da Prosperidade: as igrejas dos pastores negros neopentecostais T. D. Jakes e Creflo Dollar, e a Igreja de Lakewood, de Joel Osteen. Na matéria, os dois pastores destacados para falar sobre o assunto foram... Rick Warren e Joel Osteen. Warren bateu firme na Teologia da Prosperidade. Osteen, por sua vez, disse que sua visão sobre a prosperidade na vida do cristão não era tão radical como seus críticos afirmavam. A revista Christianity Today reverberou a matéria da Times, escrevendo uma nota intitulada Joel Osteen versus Rick Warren on Prosperity Gospel.
A matéria da Times começava apresentando uma pesquisa que informa que 17% dos cristãos nos EUA se dizem adeptos da Teologia da Prosperidade, 61% dos cristãos dizem que crêem que Deus quer que todas as pessoas sejam prósperas e 31% acreditam que quem é fiel nos dízimos e constantemente oferta para a obra de Deus receberá acréscimos financeiros de Deus. Em seguida, Warren é perguntado sobre se Deus quer que todos sejam ricos. Como forte opositor da Teologia da Prosperidade que é (ainda bem!), ele foi contundente: “Você está falando dessa idéia de que Deus quer que todos sejam bem-sucedidos financeiramente? Há uma palavra para descrevê-la: ‘balela’. Isso é criar um falso ídolo. Você não pode medir seus valores sobre si mesmo pelo conjunto de valores materiais que você tem. Posso mostrar a você milhões de seguidores fiéis de Cristo que vivem em pobreza. Por que nem todos nas igrejas são milionários?”
Osteen, por sua vez, apontado como adepto da Teologia da Prosperidade, ao ser perguntado, procurou fugir do rótulo, dizendo que a prosperidade que prega não é exatamente a mesma que se propala: “Se Deus quer que sejamos ricos? Quando escuto a palavra ‘rico’ para se referir criticamente ao que prego, acho que as pessoas querem dizer: ‘Ele está ensinando que todos vão ser milionários’. Mas não é isso que estou dizendo. Eu prego que as pessoas podem melhorar suas vidas. Penso que Deus quer que sejamos prósperos. Acredito que Deus quer que sejamos felizes. Para mim, as pessoas precisam ter dinheiro para pagar suas contas. Creio que Deus quer que enviemos nossos filhos para a escola. Creio também que Ele quer que sejamos bênção para outras pessoas. Eu não estou dizendo que Deus quer que sejamos todos ricos. Aliás, esse negócio de riqueza é relativo”. Apesar de certa lógica em sua afirmação, fato é que Osteen realmente flerta, algumas vezes, com a Teologia da Prosperidade. Basta ouvir duas ou três mensagens dele para perceber isso.

Retratação

Outra crítica a Osteen (mas que já foi superada, porque houve retratação) ocorreu em 2005. Naquele ano, em entrevista ao programa Larry King Live, perguntado se só havia salvação em Jesus, Joel Osteen evitou afirmar isso (Jo 14.6), preferindo dizer que “Deus conhece o coração das pessoas”. Porém, em 2006, de volta ao Larry King Live, Osteen aproveitou para retratar-se devido às críticas que sofreu no meio evangélico por essa declaração. Na ocasião, disse: “Creio que o relacionamento pessoal com Cristo é o único caminho para o Céu”.

Fenômeno sadio ou não?

Depois de tudo isso, vem a pergunta: Joel Osteen é um fenômeno sadio ou não no meio evangélico? Bem, é cedo para sermos tão categóricos. Ele ainda está no início de uma carreira ministerial que começou de forma meteórica. O tempo vai dizer que rumo seu ministério tomará. É esperar para ver.
Por agora, podemos dizer apenas duas coisas: primeiro, é fato que suas mensagens sofrem tendências perigosas e se Osteen não reverter essa tendência, passará a ser uma influência definitivamente negativa; segundo, ele aparenta ser aberto a críticas sadias e isso é muito bom.
Tomara que Joel Osteen deixe de ser "O pregador de auto-ajuda" e se torne de fato um pregador da mensagem integral do Evangelho de Cristo. Assim, com certeza sua mensagem será absolutamente uma bênção para o mundo.

24 comentários:

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Parabéns pelo pelo post, pois alerta em relação as pregações de alto-ajuda, tão comum na mídia evangélica norte-americana e no Brasil. Nunca tinha ouvido falar nesse pastor, mas creio que o seu sucesso chegará em breve no Brasil.
Pastor Silas, quero parabenizar pela matéria de capa do último MP, pois mostra que o "orgão oficial das Assembléias de Deus no Brasil" é contra esses modismos doutrinários que contrariam as Sagradas Escrituras.
A auto-ajuda e cair no espírito são males ao nosso evangelicalismo, porém é incrível como essas tendências só aumentam!!!

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Silas Daniel disse...

Caro Gutierres,

Acredito que tendências devem ser analisadas desde o seu nascedouro, antes que, sem percebermos, tomem conta do nosso meio, por isso minha preocupação em analisar o fenômeno Joel Osteen. Sinceramente, torço para que o Osteen retroceda em seu flerte com alguns modismos teológicos de nossos dias e pare com essa de só pregar mensagens tipo auto-ajuda. Ele tem talento e parece uma pessoa realmente apaixonada por Jesus. Se deixar essas bobagens, tem tudo para ter um ministério extraordinário.

Sobre a matéria do jornal "Mensageiro da Paz" acerca das confissões de um ex-líder da Igreja do Aeroporto, no Canadá, denunciando as farsas da "Bênção de Toronto", acredito que tenha sido uma das mais importantes matérias do MP nos últimos anos. Esperamos que tenha a repercussão desejada, abrindo os olhos de muitos que foram enganados pelos modismos de Toronto aqui no Brasil.

Um abraço!

Ana Paula Nogueira disse...

Pr. Silas,
Louvo a Deus por sua vida, e por se deixar ser usado como um instrumento nas mãos do Senhor. Fiquei impressionada com o tamanho dessa igreja, espero sinceramente que o Pr. Joel mude a postura, como o senhor mesmo disse, ele parece conhecer Jesus de fato. Oremos para que o Senhor o desperte e que essas milhares de vidas tenham um verdadeiro encontro com Jesus, assim conhecendo o Abençoador e não somente suas bênçãos e o que Ele pode fazer, não seguindo o exemplo do jovem rico que preferiu os apegos desse mundo.
Abraço,
Ana Paula Nogueira

Anônimo disse...

Olá pastor Silas, parabéns pleo post. Eu acho que já ouvi algo sobre esse pregador por meio de um amigo meu, parece que quando pergutaram sobre qual era o sucesso da igreja dele ele respondeu que era porque ele não pregava sobre o pecado. Não sei se é esse mesmo, apenas uma suposição.
É lamentável ter esse tipo de coisa num país que já foi tão abençoado com pessoas como JOnathan Edwards. Não estou dizendo que esse pastor não é uma benção, mas com certeza é perigoso confiar inteiramente em sua mensagem.
A igreja Brsileira precisa cada vez mais estar alerta contra os pergos da teologia norte americana.
Obs: estou ansiando pela edição do Mensageior da Paz de Setembro, que até agora não chegou aqui em Belém, quero conferir esta matéria pastor.
Abraços e fique na Paz do Senhor!!!
Victor Leonardo.
P.S : desculpeme por postar em anônimo, é que o teclado do computador de onde eu estou tá com defeito e não dá para dar a minha senha.

Silas Daniel disse...

Olá, Ana Paula!

Obrigado por suas palavras. Sobre o Osteen, ele tem todas as chances do mundo a seu favor para fazer diferença salutar nesta geração. Tomara que não seja vencido definitivamente pela tentação dos modismos; se não, será um tremendo desperdício. Oremos por ele e seu ministério.

Um abraço!

Silas Daniel disse...

Olá, Victor!

Talvez o pastor dessa história que você ouviu seja o Osteen mesmo, já que sua declaração de que não gostava de pregar sobre o pecado ficou muito famosa nos Estados Unidos. Sendo que quando ele proferiu isso, a pergunta que lhe foi feita não era exatamente porque a igreja dele crescia muito, mas por que ele não pregava nunca sobre arrependimento. Esse é um dos maiores equívocos de Osteen. O arrepedimento é uma dos pontos centrais do Evangelho ("Arrependei-vos, pois é chegado o Reino de Deus") e, para falarmos de arrependimento, precisamos falar sobre o pecado.

Você lembrou bem do Jonathan Edwards. Quem não se lembra de sua mensagem "Pecadores nas mãos de um Deus irado", que provocou um tremendo avivamento nos Estados Unidos no século 18? Pregar sobre pecado e arrependimento é uma necessidade. Não são os únicos pontos, mas são pontos necessários e ressaltados nas Sagradas Escrituras.

No mais, estranha-me que o jornal "Mensageiro da Paz" de setembro não tenha chegado ainda por aí, em Belém do Pará. Qualquer problema, você pode entrar em contato com a CPAD matriz, no Rio (21-2406-7373), para conseguir um exemplar da nova edição do MP.

Um abraço!

Paulo Silvano disse...

Caro Pastor Silas,

Muito bom e oportuno esse post. Penso que os modelos mais influentes de megaigreja: A Willow Creek pastoreada por Bill Hybels, e a Saddleback Valley Church, pastoreada por Rick Warren. não diferem, basicamente em nada, das demais igrejas aderentes do Movimento de Crescimento de Igrejas, entre elas a Lakewood do Joel Osteen e a também não menos popular Missão Carismática Internacional, do Pastor César Castellanos Dominguez, da Colômbia, que deu origem ao movimento G-12.
Todos eles reproduzem a tendência originada no Seminário Fuller, que abriga e produz os membros da teologia da "Terceira Via", de onde surgiu o Movimento de Crescimento de Igrejas, propagador da filosofia da igreja orientada para resultados.
Todos do movimento, cujos facilitadores iniciais foram Donald McGavran e Robert Schuller, adotam a filosofia do pragmatismo, que afirma que idéias são verdadeiras se funcionam ou se são úteis para resolver problemas.
George Barna, o consultor de igrejas mais respeitado pelo Movimento, diz que tal método é essencial para igreja da sociedade consumista, reforçando a idéia de que a metodologia que propaga que a "igreja inevitavelmente vai crescer" através da correta utilização de práticas gerenciais do marketing, das ciências do comportamento humano e das comunicações é adequada e não compromete os conteúdos do Evangelho.
Penso que um dos conceitos mais aterradores disseminados pelo movimento seja o das chamadas Unidades Homogêneas, que defende que a igreja deve estabelecer mercados-alvo, de forma excludente, que, geralmente, atraiam os extratos mais abastados da sociedade e rejeitem os pobres.
Esse modelo de crescimento é terrível, pois nele as igrejas devem ser administradas como se fossem empresas, os crentes vistos como clientes e os pastores devem ver a si mesmos como os executivos de negócios.
Esse modelo, o das unidades homogêneas, é frontalmente contrário ao adotado por igrejas de países pobres, geralmente com ampla extratificação social, onde a igreja vai em direção ao pecador e não o contrário.
Essa filosofia, adotada pelas igrejas norte-americanas e também emergente no Brasil, inibe a ocorrência de fenômenos maravilhosos, como, por exemplo, o que acontece no caso da nossa Assembléia de Deus que, ao obedecer o princípio bíblico de respeitar o contexto da comunidade em que se insere, tornou-se presente em quase todo o espectro representativo da sociedade brasileira.

Um abraço,
Pr Paulo Silvano

pedro disse...

Olá paz do sr meus queridos irmão em Jesus , passai por aqui para vos desejar um inicio de um bom fim de semana .
Desde já gostava que visitassem o meu blog pk tenho textos novos , que são bastantes actuais para o nosso tempo de hoje.
Gostaria de pedir que me deixem um comentário pk me alegra muito saber as opiniões de cada um de vos
Que Deus VOS ABENÇOE RICAMENTE

Blog oficial

http://pedroaurelio.blogs.sapo.pt/

Silas Daniel disse...

Caro pastor Silvano,

Sem dúvida, a visão de igreja como uma empresa e a do povo evangélico como uma fatia de mercado tem levado a um pragmatismo que desrespeita os princípios bíblicos em nome de números; que despreza a qualidade à luz da Bíblia em favor da quantidade a todo custo. Por trás de métodos sempre há conceitos. A implementação de métodos terríveis hoje para crescimento de igrejas tem a ver exatamente com um tipo de visão distorcida que está se tornando muito comum hoje: a da fé mercadológica.

Creio que o caso Osteen é perfeito para iniciarmos uma relevante reflexão sobre esse fenômeno da fé mercadológica.

Estamos vivendo uma época em que a fé bíblica foi substituída por muitos por uma fé mercadológica. O cultivo da visão de Deus como sendo um pai bonachão, um Papai Noel, um gênio da lâmpada de Aladin, pronto para atender todos os nossos desejos sem preocupar-se com a qualidade da nossa vida espiritual (vide o tipo de mensagem de Osteen, que foge de temas imprescindíveis como pecado e arrependimento), ofereceu as bases e o fomento dessa fé de mercado, que é absolutamente antibíblica. Ela é um dos propulsores e a sustentação, por exemplo, da teologia da confissão positiva. É nessa concepção de Deus que essa e outras pseudoteologias se agarram firmemente, pois um Deus que não se importa tanto com a mudança de caráter das pessoas estará, conseqüentemente, direcionando a fé de seus filhos apenas aos desejos e interesses (honestos ou não) deles mesmos, dando-lhes poder de determinar tudo que quiserem. Essa fé barateia o Evangelho e alarga a “porta estreita” do Céu, ensinada por Jesus. Ela desencaminha e adoece. Adoece os que se frustram com as falsas prerrogativas que a propalada Confissão Positiva lhes oferece.

O “Deus Papai Noel” e a "graça barata" (como bem definiu Dietrich Bonhoeffer há mais de 60 anos) promovem o reinado do ego entre os crentes. O centro não mais é Cristo. O Evangelho deixa de ser cristocêntrico para se tornar antropocêntrico. Não é à toa que o “Deus da graça barata” se populariza tanto, pois ele é muito mais interessante para a natureza humana do que o Deus santo e justo e sua graça preciosa, que implica cruz, sacrifício, mudança e reflexão. Isso porque, para a natureza humana, o hedonismo é melhor do que a renúncia.
Hedonismo, como você bem sabe, é uma filosofia que afirma ser o prazer em si o maior objetivo da vida. Para o hedonista, o certo é ter prazer, não importa se pelos meios certos ou não. “Dá prazer? Então é bom”, diz o hedonista. A figura antibíblica do “Deus bonachão” apóia os anseios hedonistas da natureza humana. Esse “Deus utilitário”, como também poderíamos chamá-lo, chancela tudo o que seus filhos mimados querem, sendo manipulado ao bel prazer deles. Logo, para esse tipo de fé, seguir a Deus não significa transformação de vida, mas subserviência divina. Isso é extremamente atraente ao “eu”, fazendo dessa fé um fenômeno mercadológico de sucesso colossal e o ritual de coroação do ego. Tudo isso sob um falso manto de espiritualidade.

A minha esperança em relação ao Osteen é que, pelo que vi lá na América, ele parece ser um pouco aberto a críticas construtivas, o que é muito raro nesse pessoal que lidera mega-igrejas por lá. Isso dá uma ponta de esperança de que ele possa mudar. Agora, se não mudar, se for apenas jogo de cena, infelizmente ele vai continuar sendo mais um exemplo de fé mercadológica. E, aliás, um exemplo exponencial.

Anônimo disse...

A Paz do Senhor, Pr Silas.

Desculpe a comparação, mas, o simpático pastor Joel Osteen me lembra os senadores que se abstiveram do voto contra Renan Calheiros. Parece-me que está "em cima do muro". Não define em termos concretos sua visão teológica.
Contudo, a pergunta que faço é: e a igreja, como fica?
Ainda sobre Osteen, na minha ótica não vai demorar muito para que ele mostre o conteúdo visível da sua verdadeira ideologia eclesiástica.

Pb Gilson Barbosa

Silas Daniel disse...

Gilson, a Paz do Senhor!

Não precisa pedir desculpas pela comparação. Gostei da comparação. Osteen é muito murista mesmo. Parece que vive uma relação "love and hate" (amor e ódio) com a teologia que prega. Uma hora prega uma mensagem absolutamente Teologia da Prosperidade para, pouco depois, atenuar suas afirmações. Um dia, diante da pergunta "Há salvação para quem não segue a Jesus?", diz (preocupado com sua imagem diante dos liberais) que "Deus é quem sabe, Deus conhece o coração de todos" e, noutro dia, se retrata dizendo que só há salvação em Jesus. Um dia diz que não prega sobre arrependimento porque não gosta de pregar sobre pecado; aí, depois de apertado, diz que não queria dizer que arrependimento e pecado são temas que devem ser relegados, mas apenas que Deus o chamou para pregar sobre outros aspectos da mensagem do Evangelho (o que não justifica, pois o Evangelho deve ser pregado em sua integralidade). Quer dizer: é um verdadeiro murista.

Porém, prefiro crer que esse murismo do Osteen seja fruto de crises teológicas, uma vez que ele não teve uma formação teológica completa. Osteen só estudou seis meses de Teologia na Universidade Oral Roberts que, aliás, não é das melhores em termos de Teologia sadia e, por isso, foi até bom ele só ter feito até o primeiro semestre de Teologia lá. Osteen foi alçado ao ministério muito rapidamente e, mesmo só tendo pregado um sermão na vida e tendo estudado apenas seis meses de Teologia, acabou se dando bem (e muitos, infelizmente, confundem o seu sucesso meteórico com prova irrefutável da chancela divina em relação ao seu ministério - e até ele mesmo deve acreditar nisso e todos à sua volta com certeza o estimulam a essa conclusão). A Teologia dele ainda é incompleta, cheia de vazios em muitos pontos, o que tenta preencer um pouco com Teologia da Prosperidade e outras tendências de nossos dias. Na dúvida, ele pega o que (por não ter crivo teológico apurado) acha que é bom e está à mão.

O fato de suas mensagens serem apenas devocionais, inspiracionais, o fato de a gente não vê-lo ministrando uma mensagem com um pouco mais de conteúdo e profundidade, é justamente fruto dessa falta de solidez doutrinária dele. O rapaz foi alçado prematuramente ao ministério, sem formação teológica e, tendo de começar a pregar toda semana, foi seduzido pelas mensagens mais populares, mais simpáticas, de auto-ajuda, que são mensagens mais fáceis para pregar, mensagens sem profundidade, o que está muito popular hoje em dia. Essa é a sensação que dá. E como ele tem lá seu talento, acabou se saindo muito bem. E, além disso, o tipo de mensagem que abraçou é muito sedutora, tem no cerne o popular discurso da fé mercadológica.

O fato de eu não ser categórico, de não afirmar definitivamente que o ministério de Osteen seja um mal total, é justamente pelo fato de que ele parece que está querendo mudar. Parece! Agora, entre parecer e ser há uma distância significativa. Por isso apontei seus desvios nesse artigo. O fato de ele estar indefinido não significa que vamos emudecer diante dos erros que já cometeu. Minha preocupação apenas, ao não detoná-lo 100%, foi com a possibilidade de, mais à frente, depois de eu afirmar que o Osteen tem definitivamente um ministério com um conteúdo totalmente deplorável, ele me aparecer renunciando totalmente seus flertes com os modismos de nossos dias. E essa minha preocupação não se baseia num vazio, mas é fruto justamente dessa insegurança (pública) dele mesmo em relação ao que ele prega.

Como já disse, tomara que essa impressão que ele dá de abertura a críticas não seja só aparência, se não estaremos diante de um exemplo exponencial e estratosférico do tipo de evangelho rarefeito e desfigurado que prolifera-se em nossos dias, um evangelho da "graça barata", um evangelho de "Deus papai noel". Pois você sabe que a tendência de quem entra nesse negócio e não corta o mal logo pela raíz é piorar.

Em síntese: antes de "detonar 100%" ou não, vamos esperar para ver se ele se define; mas, enquanto ele não se define, já podemos (e devemos) denunciar o que acontece hoje, que são seus flertes claros com os modismos da fé mercadológica. A nossa preocupação com a Igreja e com a Palavra de Deus devem nos levar a denunciar qualquer erro na sua gênese, mesmo que seja de pessoas aparentemente inseguras.

Agora, sinceramente, Gilson, depois de meditar um pouco no caso, já não sei se dá para esperar tanto de um murista como ele. Isso porque já houve exemplos no passado de gente que, quando parecia que ia mudar, depois de mostrar-se arrependida de seus erros teológicos, sofreu um novo surto e aprofundou-se mais no erro. Por essas lembranças, já estou em dúvida se dá para acrescentar um "porém" ou um "vamos aguardar para sermos mais categóricos" às críticas ao Osteen. Talvez ele esteja mais para os muristas tipo os do caso do Renan Calheiros mesmo.

Um abraço!

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Olá Pr. Silas Daniel!
A Paz do Senhor!
Parabéns pelo teor jornalístico e preventivo do ponto do vista espiritual.
Entendo que, através dos blogs, é muito mais fácil publicar artigos dessa natureza, uma vez que os mesmos são de responsabilidade pessoal e, não teem implicações de caráter coletivo ou denominacional.
Acredito, no entanto, que seria muito importante que periódicos denomnacionais ou mesmo revistas interdenominacionais, publicassem artigos dessa natureza.
Em muitos casos, quando vamos combater heresias, seus autores já estão totalmente infiltrados em nossas igrejas, e isto através da mídia, de maneira que temos dificuldade em contrapor à luz das sagradas escrituras, pois os mesmos já se tornaram verdadeiros "ídolos" para nosso povo.
Obrigado por nos alertar sobre o risco Osteen, ainda no nascedouro.
Ainda sobre as mega-igrejas, tudo o que já está aí, a meu ver, é o suficiente para ficarmos desconfiados.
No final, os problemas são os mesmos: guerra do poder, orgulho, ego insuflado, problemas financeiros, traições, rebeliões, implicações na área tributária, disputa por audiência, etc...
Que Deus tenha misericórdia do jovem Pr. Osteen.
Por ora, fiquemos atentos!
www.pointrhema.blogspot.com

Silas Daniel disse...

Olá, Pr. Carlos Roberto!

Concordo com o irmão. Os blogs nos dão essa possibilidade de abordarmos imediatamente ou mesmo antecipadamente temas que ainda não começaram a ser discutidos no meio evangélico de forma geral. Longa vida aos blogs sérios, especialmente os de reflexão teológica sadia!

Quanto a publicarmos algo sobre o Osteen ou, melhor ainda, sobre os princípios equivocados que são, não poucas vezes, os principais fatores a impulsionar o crescimento de muitas dessas mega-igrejas, acho a proposta muito interessante. Vou ver a possibilidade de publicar algo a respeito, talvez em edição futura da revista "Resposta Fiel". Desde já, obrigado pela sugestão.

Um abraço!

Dhanyel Cezar disse...

A Paz do Senhor Jesus Cristo.
Sou menbro da Assenbléia de Deus-Ministério do Belém em Sorocaba-SP.
Ótimo o tópico e comentário do Pastor sobre este novo"pregador".
Osteen ainda precisa definir se é um Pregador do Evangelho de Cristo ou um "palestrante" de auto-ajuda evangélica.
Como bem disse o Pastor Silas Daniel essa onda chegou aqui já algum tempo e até a mídia secular como a revista Veja em matéria-"O Pastor é Show" fez uma abordagem no modo Lair Ribeiro das mensagens dos "Pastores" da mídia.
É impressionante, mas o Kerigma do Evangelho esta sendo deixado de lado, e trocado por um pseudo-evangelho mercadológico e barato.
O "evangelho" de Osteen parece não incluir a hamartiologia, um ponto fundamental para quem quer pregar um evangelho Cristocêntrico.

Paulo afirma categoricamente na Epístola aos Romanos no capítulo3 verso23:"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus..."
Outro ponto a ressaltar é Romanos6.23: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor."

Também é importante colocar as palavras do próprio Senhor Jesus sobre aquele que vive no pecado em João8.34:" Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado." nos versos seguintes nos vemos a libertação só em Cristo Jesus: " Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." ou seja o homem precisa nascer de novo pelo conhecimento da verdade em Jesus Cristo e ser liberto de seus pecados e receber a justificação pela Graça de Deus pelo sangue de Jesus(João3.3-5,João8.32,João14.6,Romanos3.24-26,Romanos5.8-11),e para terminar sugiro que o Pastor Silas publique mesmo um artigo na revista Resposta Fiel ao qual sou leitor assíduo.
Fique na Paz do Senhor Jesus Cristo e que Deus continue te abençoando e te usando neste ministério profícuo e fecundo ao qual o Senhor lhe tem confiado.

Deixarei aqui mais alguns versículos enfatizando a verdade das escrituras sobre pecado e justificação em Jesus Cristo.

" Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira."Romanos5.8-9

"Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."! Coríntios15.1-4

Meu e-mail:dhanyelcezar@hotmail.com

Silas Daniel disse...

Dhanyel, a Paz do Senhor Jesus!

Que bom seria se o Osteen se debruçasse reverentemente sobre os textos precisos que o irmão expôs em vosso comentário!

Que a Palavra de Deus, e não chavões de auto-ajuda, reverberem no coração da igreja brasileira! Que Deus nos liberte desses modismos lá de fora! Não precisamos de mais modismos, precisamos de avivamento, e isso só é possível quando amamos a Palavra. Como disse o salmista: "Vivifica-nos, Senhor, segundo a Tua Palavra!"

Precisamos, mais do que nunca, sempre e sempre, da Palavra de Deus. Sem ela, nossos discursos podem ser bonitos, mas serão vazios; podem ser tocantes, mas não transformarão vidas.

Palavra, Palavra, Palavra! Como disse o mesmo salmista: "Oh! Quanto amo a Tua Lei!" Oh! Quanto amo a Tua Palavra!

Um abraço!

Leandro Teixeira disse...

Vendo estes pregadores do evangelho fácil, lembro-me sempre de uma passagem em especial:

"Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isso, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?" João, 6:60

Arrependimento, mudança de vida, abster-se de algumas coisas; tudo isto não atrai muita gente.

Melhorar de vida sem ter compromisso com Deus, tratando-o como um "grande gênio da lâmpada", parece ser mais agradável.

Ótimo post, pastor Silas.


http://liberdadeepensar.blogspot.com

Silas Daniel disse...

Caro Leandro,

É isso aí. E o mais engraçado dessa história toda é que muitos desses pregadores acham que seus discursos falam mais da graça de Deus do que uma mensagem que mencione o pecado. Esquecem que uma pessoa só vai perceber e experimentar a graça divina em sua vida se antes reconhecer os seus pecados. Antes de receber a cura, o doente tem que se conscientizar de que está doente.

Mensagens que nunca tocam no tema pecado, que nunca falam da necessidade de arrependimento, não geram cristãos genuínos, mas, sim, cristãos egoístas e hedonistas, que vêem Deus (como você bem frisou) como "o gênio da lâmpada", um deus submisso aos desejos de seus seguidores, ao invés do Deus da Bíblia.

Esses pregadores precisam ler mais sobre os verdadeiros avivamentos na Bíblia e na História. Não há avivamento genuíno sem arrependimento.

Faço minhas as palavras de A. W. Tozer: "Se eu entendo bem as coisas, a cruz do evangelicalismo popular não é a cruz do Novo Testamento. É, antes, um novo ornamento brilhante que repousa sobre o peito de um cristianismo carnal e seguro de si. (...) A velha cruz matava homens; a nova cruz os entretém. A velha cruz condenava; a nova cruz os diverte. A velha cruz destruía a confiança na carne; a nova cruz a estimula. (...) A carne, sorridente e confiante, prega e canta sobre a cruz. Diante dessa cruz ela se curva e para essa cruz aponta com uma teatralidade cuidadosamente ensaiada, mas sobre essa cruz ela não morrerá e ela se recusará teimosamente a suportar a vergonha dessa cruz” ("A Conquista de Deus", A. W. Tozer, Mundo Cristão).

O apologista norte-americano Dave Hunt também escreveu sobre essa "graça barata" (como diria Bonhoeffer) simbolizada por uma cruz cuja interpretação é parcial (pois é uma cruz que não implica obediência): "Ao invés da auto-renúncia, ela oferece auto-aceitação, auto-amor e auto-estima, um elevado nível de auto-apreciação e uma auto-imagem positiva. A cruz já não é um instrumento de morte, mas, de alguma forma, foi feita para santificar a viagem do ego" ("Escapando da sedução", Dave Hunt, Chamada da Meia Noite).

Aos que se interessarem mais pelo assunto, indico meu livro "Como vencer a frustração espiritual" (CPAD), especialmente o conteúdo dos capítulos 2 e 5.

Um abraço!

Geografia Bíblica disse...

Pastor Silas,

Paz gloriosa,

Diante de tudo o que foi exposto aqui há um outro fator que deve ser abordado: porquê ele faz tanto sucesso lá nos Estados Unidos???
Existe um ditado popular que retrata bem o que quero dizer é mais ou menos isso: "São Jorge não anda a pé porque sempre tem alguém em que pode montar".

Acredito também que a ascenção de "pregadores de rosas" que existem por aí, se dá por conta, também, pelo aspecto cultural em que está inserida a igreja. Uma Igreja alerta, que examina as escrituras, que ora, que trabalha e que também louva, esta, no mínimo questionaria pontos fundamentais na mensagem cristocêntrica como por exemplo o Arrependimento, citado por você.

Oro para que Deus esteja despertando homens e mulheres que tenham compromisso com a genuína Palavra de Deus.

Sds
Eber

Silas Daniel disse...

Olá, Eber! Graça e Paz da parte de Cristo, nosso Senhor!

Você tocou num ponto importante nessa história toda. O Osteen só pôde ter esse sucesso todo nos EUA porque há muita gente no meio evangélico norte-americano que não é como os bereanos (At 17.11), gente que não examina à luz da Bíblia tudo o que ouve e, por isso, é levada facilmente por qualquer discurso aparentemente bíblico.

Que aumente o número de bereanos em nosso país, para saúde da expansão do Evangelho em nossa nação.

Um abraço!

Daladier Lima disse...

O que eu acho engra�ado nas entrelinhas do seu post � o seguinte: N�s dizemos que os brasileiros v�o atr�s dos neo-pentecostais porque lhes falta conhecimento b�blico e n�vel educacional. Um povo que n�o tem um bom n�vel educacional e l� pouco, torna-se ref�m de conversas fiadas, raciocinamos assim. Mas o que realmente ocorre � a mesma coisa: audi�ncias de quaisquer n�veis est�o indo atr�s dos mega-pregadores. O que Jesus teria a dizer sobre isso?
Parab�ns, pelas coloca�es e pelos argumentos. Se puder visite meu blog: http://daladier.blogspot.com, com Reflex�es Sobre Quase Tudo.

Silas Daniel disse...

Caro Daladier,

Não podemos afirmar que as pessoas seguem os pregadores neopentecostais por causa de falta de nível educacional. A questão não é essa. Elas seguem-nos e aprovam o que dizem por falta de conhecimento bíblico, pois se tivessem conhecimento bíblico veriam nitidamente a falácia dos modismos neopentecostais. Pensar que por alguém ser médico, jornalista, advogado, engenheiro ou administrador de empresas automaticamente estará imune a cair nesses modismos é um equívoco. Jesus disse no Evangelho de João: "Errais por não conhecer as Escrituras". O motivo do erro é esse.

Bruno disse...

Bom não o conheço por isso não tenho base para julg´-lo mas a partir de sua declaração: “Se Deus quer que sejamos ricos? Quando escuto a palavra ‘rico’ para se referir criticamente ao que prego, acho que as pessoas querem dizer: ‘Ele está ensinando que todos vão ser milionários’. Mas não é isso que estou dizendo. Eu prego que as pessoas podem melhorar suas vidas. Penso que Deus quer que sejamos prósperos. Acredito que Deus quer que sejamos felizes. Para mim, as pessoas precisam ter dinheiro para pagar suas contas. Creio que Deus quer que enviemos nossos filhos para a escola. Creio também que Ele quer que sejamos bênção para outras pessoas. Eu não estou dizendo que Deus quer que sejamos todos ricos. Aliás, esse negócio de riqueza é relativo” concordo com ele e não o vejo com isso um erro.

Silas Daniel disse...

Olá, Bruno!

Concordo plenamente com você que essa declaração de Joel Osteen tem coerência. Porém, o detalhe é que Osteen é cheio de duplicidades. Ele afirma uma coisa e prega outra. Ele fala uma coisa em entrevistas (para agradar quem vai ler a matéria) e, na prática, sua teologia é outra. Como já disse, basta ouvirmos duas ou três mensagens dele para percebermos que o que ele prega é mesmo Teologia da Prosperidade.

allen vaz disse...

Prezado Silas,

tem um video do pr. Mark Driscoll, que mostra bem que é Joel Osteen: http://www.youtube.com/watch?v=7IuiUOapK1w

paz,

Allen.