terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Infelizmente, Obama já começou mal

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos da América, um presidente eleito toma posse recebendo as bênçãos de Alá e as de um bispo homossexual. Ingrid Mattson, presidente da Sociedade Islâmica da América do Norte, foi convidada por Obama para falar no culto de posse amanhã, na Catedral Nacional em Washington, e invocar as bênçãos de Alá sobre o novo presidente; e o bispo gay Gene Robinson “invocará as bênçãos divinas” sobre Obama. E qual o nome escolhido para representar, assim, como diríamos... os evangélicos conservadores? O pastor Rick Warren, conhecido por ser um “conservador light” ou, como ressaltam alguns, "um dos mais liberais entre os conservadores". Ele fará apenas uma oração. Rick Warren é o máximo de conservadorismo que Obama admite ao seu lado, mesmo assim contrabalançado "prudentemente" com Alá e Gene Robinson. Ah, sim: o pregador oficial do culto de amanhã é ninguém menos do que a pastora liberal Sharon Watkins, que defende o aborto e o casamento homossexual.
Não é à toa que Obama já anunciou que sua primeira medida como presidente será decretar a Lei de Liberdade de Escolha (LLE), que tornará debalde toda a luta dos movimentos pró-vida dos EUA daqui para frente (veja e ouça Obama fazendo a promessa aqui, saiba o que é a LLE aqui e veja o protesto marcado contra esse ato para o dia 22 em Washington aqui). Sabendo disso, o presidente Bush decretou, antes de sua despedida, o Dia nacional de Santidade da Vida, um dia pró-vida de reflexão e oração (leia o texto do decreto em português aqui).
Ademais, o “messias” midiático Barack Hussein Obama, aquele que já é sem nunca ter sido (aquele que estranhamente já é proclamado em alto e bom som como um dos maiores presidentes da história dos EUA sem nunca ter exercido um dia só de mandato até então), toma posse hoje com a mídia ocidental quase que totalmente genuflexa de amores diante dele. É só tomarmos como exemplo o caso brasileiro. Nunca a posse de um presidente norte-americano teve uma cobertura tão grande da mídia brasileira. Nunca. E mais: jornalistas daqui e de lá chegam a escrever textos poéticos extremamente melosos não apenas exaltando Obama, mas também ressaltando a fé que têm de que ele fará mudanças e transformações profundas que afetarão positivamente todo o mundo. Detalhe: Obama nunca fez nada na vida que justificasse essa crença em mudanças concretas e substanciais. Ele construiu a sua campanha apenas com retórica. Escrevemos muito a respeito no final do ano passado (clique aqui e aqui). Outro detalhe é que ele repetiu no seu discurso de posse hoje a mesmíssima frase de Lula em seu discurso de vitória em 2002 ("A esperança venceu o medo"). Quem escreveu o discurso de posse de Obama foi o mesmo rapaz de 27 anos que escreveu todos os seus outros discursos de campanha: John Favreau.
Obama já começa mal, pedindo as bênçãos de Alá e as de um deus ecumênico e que abençoa o homossexualismo – eis mais um motivo para orarmos pelos EUA.

A edição de fevereiro do jornal Mensageiro da Paz deverá estar disponível à venda já a partir de amanhã e nas filiais da CPAD, até sábado. A nova edição do MP traz matérias sobre o despertar do anti-semitismo no mundo depois da ofensiva de Israel ao Hamas; sobre a cristalização do ensino do Criacionismo de cunho científico em escolas e em uma universidade brasileiras; sobre a verdadeira história dos hinos 1, 5, 8, 84, 96 e 187 da Harpa Cristã; e artigos sobre Liderança Cristã, o erro de usar as Escrituras como uma espécie de livro de auto-ajuda, o movimento herético Crescendo em Graça etc, além de matérias internacionais e sobre eventos regionais da Assembléia de Deus pelo Brasil.
Quem quiser assinar o maior jornal evangélico do país, ligue para (21) 2406-7416 ou 2406-7418. Para comprar cotas, você poderá fazê-lo por esses mesmos números ou pelo 0800-021-7373.

25 comentários:

Luiz Ricardo disse...

Obama começou mal mesmo, e põe mal nisso.

Silas Daniel disse...

Caro Luiz, a Paz do Senhor!

E como começou mal! Aliás, é sintomático o fato de que, mesmo tendo mencionado o nome de Deus duas ou três vezes em seu discurso, o fez em contextos que deixam claro que se refere a um "Deus" no estilo ecumênico, e, como se não bastasse isso, Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a abolir de seu discurso a expressão "Deus abençoe a América". Pois é, e logo agora, que os EUA precisam tanto da bênção de Deus!

Abraço, estendido a todos os irmãos de Lavras!

Anônimo disse...

Pr. Silas,

O senhor é um dos "poucos" pastores que "ainda" preserva a lucidez e o juízo. Falo isso porque, infelizmente, tenho visto muitos líderes empolgados por causa de Obama e não enxergam o que está por detrás desse "show" de aprovação. Concordo plenamente com seu comentário, como sempre, e o admiro, cada dia, porque estamos "seguros" quando acompanhamos sua "versão" e "interpretação" dos fatos.

Obama começou tão mal que, certamente, está trazendo a maldição para os Estados Unidos. Esse país lindíssimo, com igrejas evangélicas em todos os lugares, cristãos em toda parte, cuja marca é o o fato de ser UM PAÍS CRISTÃO, agora, PERDEU SUA IDENTIDADE.

Como é triste isso! Muito lamentável.
Ana

Paulo Silvano disse...

Caro Pastor Silas,
A paz do Senhor. Em tempo, desejo profícuo 2009 ao irmão.
Quanto a posse do Obama, penso que, quando, logo no primeiro momento, precipitamos a ter um pé atrás ou a empolgar-se positivamente na avaliação de determinada pessoa, instituição ou governo, corremos o severo risco de, no mínimo, ter que humildemente se retratar (o que, diga-se de passagem, não representa nenhuma indignidade).
Imagino que na posse do ex-presidente George W. Bush, em 2001, líderes muçulmanos, bispo homossexual, liberais e outros movimentos da opinião pública também avaliaram que o ex-presidente, em função do programa de governo e de outros compromissos assumidos, começava mal o seu mandato. Se assim procederam, parece-me que não erraram muito. Bush, o ex-presidente republicano começou o seu mandato envolvido em polêmica, devido a suspeita que tenha sido declarado vencedor numa eleição fraudada. Os melhores momentos da sua popularidade só aconteceram em função da desgraça do 11 de Setembro de 2001, que, só naquele momento, custou quase três mil almas aos Estados Unidos. Com o aval dessa popularidade embrenhou o seu país em duas sangrentas guerras, em curso, que nunca se justificaram, uma delas, a do Iraque, calcada na mentira que preconizava a necessidade de desmantelar um poderio de armas de destruição em massa. Cadê as armas de destruição em massa do Saddam? Cadê o Bin Laden? Os ianques, que fazem guerra “cirúrgica” e têm um dos serviços de inteligência mais bem preparados do mundo, não conseguiram acha-lo até hoje. É mole? Será que o Bin Laden realmente existe? Não seria uma invenção da máquina de propaganda americana?
No caso do Iraque, eu suspeito que a intenção do Bush, e a dos seus apaniguados, foi manter os compatriotas felizes, garantindo-lhes combustível farto e barato, para impulsionar, ainda por muitos anos, os potentes motores V8 que abundantemente equipam os robustos automóveis americanos. A resistência do EUA em assinar tratados internacionais em defesa do meio ambiente, contra todas as evidências da necessidade, parece fortalecer a minha tese.
Como um abismo chama outro abismo, a derrocada do “crente” Bush continuou; o escândalo provocado com os abusos contra prisioneiros em Abu Ghraib, a detenção, em Guantánamo, de suspeitos de pertencer ao terrorismo, sem dar-lhes condições de defesa e sem direito a julgamento. Para fechar tresloucada era Bush, os Estados Unidos deflagraram uma crise que assume proporção mundial e que, salve nos o nosso Deus todo poderoso, pode ser pior que a quebradeira de 1929.
Com a popularidade menor que 30%, boa parte dela advinda dos evangélicos, Bush, o principal cabo eleitoral do Obama, se retira para entrar na história que, quem sabe, pode ser a sua redentora.

Por isso, reitero que, mesmo começando mal, segundo a nossa avaliação, um presidente, independendo do regime que o instituiu, pode ser um bom presidente para o seu povo e contribuir de forma positiva na conjuntura da política internacional. Situação contrária também é manifesto inverso desse princípio; governos e governantes que começam bem podem terminar mal.
Na história recente do Brasil temos o caso do ex-presidente Collor, hoje senador, que apareceu do nada como caçador de marajás e que, patrocinado principalmente pela TV Globo, transformou-se na esperança da nação. Lembro-me que ainda garotão e já presbítero da Assembléia de Deus, no dia 17 de dezembro 1989, um domingo, dia de votação em segundo turno para presidente da república, no culto da noite, quando não sabíamos ainda o resultado do pleito, fui chamado pelo pastor (in memorian) da igreja para pregar e eu, que pressentia que o Collor havia ganhado a disputa, caí na besteira de profetizar que a partir daquele dia o Brasil mergulhava num período tenebroso da sua história. Imagine só a minha falta de juízo! Fui rejeitado.
A ocasião daquele pleito foi um dos raros momentos em a comunidade pentecostal da minha cidade se uniu em prol de uma causa que teve a redação de um manifesto, que sob o lema bíblico “Quando o justo governa, o povo se alegra. Quando o ímpio governa, o povo geme”, assinado pelos pastores presidentes e distribuído a membresia das denominações participantes, conclamava os crentes a votarem no Sr. Fernando Collor de Mello do PRN (o justo), rejeitando o candidato e ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva (o ímpio), representante do PT e do comunismo.
Com o resultado das eleições e o “o justo” eleito, festa e alegria inundaram a nossa igreja, que promoveu até culto de ação de graças no maior ginásio de esportes da cidade, oportunidade em que se ouviu o hino temático, especialmente composto para celebrar a vitória do “bem”. O final da história não é preciso descrever, quem tem boa memória lembra no que deu; corrupção, devassidão moral e espiritual na casa da Dinda e, por fim, impeachment.
Quanto a minha pregação, a ousadia custou-me um chá de cadeira de seis longos meses, sem ter oportunidade dar um aviso ou fazer uma oração nos microfones da igreja. Passado esse tempo o povo esqueceu tudo e eu voltei a pregar.
Pastor Silas, eu penso que essa casta, que se dá bem no momento da posse do presidente Obama, pode estar realmente equivocada, mas certo é que a história dá voltas e na Bíblia até Ciro, foi chamado de “meu ungido” (Isaías 45:1) e Nabucodonozor, o rei da Babilônia, foi chamado por Deus de “meu servo” (Jeremias 27:6). Acho prudente esperarmos um pouco mais, sem que deixemos de atender ao seu chamado para que oremos pelo povo americano e também pelo mundo.

Um abraço
Paulo Silvano

Daladier Lima disse...

Particularmente, não gosto desse oba-oba todo. Quando se começa a incensar demais algo está errado. A mistificação tende a esconder os verdadeiros problemas. É justamente o que acontece em nosso Brasil. Onde Lula pode fazer tudo, falar em sifu, procurar ponto G com Bush, apoiar Chavez e outros proto-ditadores, que todos (ou melhor, quase todos) batem palmas para seu discurso. Falta senso crítico. Parabéns pelo post. Eu também fiz uma crítica em meu blog, mais afeita ao meio evangélico, mas não deixa de ser uma boa oportunidade de reflexão.

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Silas, a paz do Senhor!

Estou lendo "O Deus de Barack Obama" (Thomas Nelson Brasil) e tenho visto um show de misturas e confusão na religiosidade pós-moderna encarnada em Obama. Não negamos as qualidades de Obama, mas infelizmente o cristianismo não tem valor para ele. A secularização ganha mais um apóio de peso! Lamentável!
Na posse do presidente americano, o pior foi ver o "emocionalismo" que tomou conta da imprensa brasileira, com raras exceções de lucidez!

Abraços!

Silas Daniel disse...

Cara Ana, a Paz do Senhor!

Pois é, os EUA estão aos poucos se afastando de todos aqueles valores e princípios que encetaram e moldaram sua formação, tornando-os grandes em vários sentidos. Oremos pelos EUA!

Silas Daniel disse...

Caro pastor Silvano, a Paz do Senhor!

Sobre Bush e os EUA, o irmão reproduz em suas palavras muitas inverdades e distorções popularizadas por gente como Michael Moore e cortejados e alimentadas pela mídia liberal. Logo, só posso concluir que o irmão não acompanhou nossas intervenções anteriores no "Verba Volant Scripta Manent" sobre essas afirmações. Portanto, recomendo ao irmão ler as intervenções que fizemos sobre esse assunto e que se encontram exaradas no espaço de comentários de uma postagem deste blog publicada em setembro do ano passado. Lá encontrará minha opinião sobre todas as colocações evocadas agora pelo irmão. O link é:

http://silasdaniel.blogspot.com/2008/09/atendendo-pedidos-mais-drops.html

Não deixe de ler.

Lembrando ainda duas coisas:

Primeiro, a mesma mídia que antes de Bush ser eleito já considerava que, se ele fosse eleito, seria o pior presidente da História dos EUA, é a mesma que já considerava Obama, antes mesmo de ser eleito, o melhor presidente de todos os tempos. É só consultar os textos da época. Ninguém da Grande Mídia foi generoso com Bush durante a campanha de 2000 (ao contrário, foi ácida e ferrenhamente contra ele) como foi com Obama. O queridinho da época, aliás, era Al Gore. Por isso, quando Bush foi eleito, todos os seus erros foram avultados e seus acertos, omitidos ou distorcidos. Já de Obama, pelo que já vimos durante o tratamento que a mídia deu a ele na campanha, espera-se o oposto: realçar os acertos e esconder ou minimizar o erro. E como a maior parte das pessoas se baseia na grande mídia para construir sua opinião...

Segundo, como já escrevi tantas vezes neste blog, minhas contraposições a Obama vão além do seu posicionamento em relação a Deus e a fé cristã. Esse é só um dos lados da história.

Quanto ao caso "Evangélicos-Collor-e-Lula" de 1989, repetido por alguns evangélicos de hoje como mantra para justificar o erro de terem ajudado a eleger Lula em 2002 e reelegê-lo em seguida, o problema é outro. O grande equívoco dos evangélicos daquela época não foi não votar em Lula. Quem disse que Lula era a melhor opção naquela época? Se Lula fosse eleito naquela época, com o discurso e as propostas pregadas por ele naqueles dias, seria uma catástrofe para o país! Uma catástrofe! O Lula daquela época era abissalmente muito pior do que o de hoje (o que não significa que o de hoje seja grande coisa). Até mesmo os lulistas mais devotos reconhecem isso.

O problema de todos que votaram em Collor na época - e não só dos evangélicos que votaram nele (aliás, o voto evangélico de 1989 tinha infinitamente menos peso do que hoje; não foram os evangélicos que elegeram Collor) - foi só o de verem Collor como um "salvador da pátria", aquele que realmente iria mudar tudo etc, todas aquelas bobagens que sempre ojerizei e que vemos reproduzidas em escala estratosférica e planetária em relação a Obama hoje. O resultado foi aquele. Para mim, em 1989, a melhor opção era o Afif. Mas isso já é outra história.

O fato é que Collor era uma péssima opção, um candidato apenas construído sobre retórica, mas isso não significava que Lula era a melhor opção da época. Muito ao contrário! Lula ou Collor seriam ruins (sendo que Collor era um candidato ruim que escondia muito bem seus defeitos, por isso enganou muita gente, até a mídia – Para recapitular fatos e saber bastidores da época, indico, por exemplo, o livro “Notícias do Planalto”). E Lula seria pior do que ele em vários sentidos! Até mesmo o "Lula versão light", se usarmos o seu critério de avaliação, pastor Silvano - a questão do roubo -, foi pior do que Collor. E olha que estamos falando do "Lula light", imagine a versão “não-light”!

Os escândalos do governo Lula foram imensamente maiores do que os do governo Collor. A patota do Lula, o presidente do "Eu não sabia", em termos de roubo, tornou PC Farias e companhia limitada menininhos de jardim de infância em termos de roubo. Ou seja, pelo próprio critério do irmão, Collor ainda foi melhor do que Lula! Na verdade, nem um nem outro, e Lula pior ainda naquela época.

Quanto ao Lula de hoje, todos sabem que o sucesso do governo Lula na área econômica se deve não à originalidade de Lula, mas ao fato de, contradizendo seu discurso, manter a mesmíssima política econômica do governo FHC tão ojerizada por ele. Até mesmo o Bolsa Família (que, ao lado das boas passadas da economia, garantem-lhe toda essa popularidade) nada mais é do que uma ampliação do Bolsa Escola do governo anterior. E Lula ainda teve a sorte de, durante seu governo, não ter enfrentado nenhuma crise econômica mundial (enquanto o governo anterior enfrentou duas). Bem, até agora. Desde o final do ano passado, as coisas mudaram. Mas Lula tenta maquiar dizendo que é só uma "marolinha"... O problema é que a maquiagem está derretendo. Hoje, estamos vendo muito bem a "marolinha" (E olha que ela só está no seu início por aqui)!

Agora, tire o sucesso econômico do governo Lula - que, como já disse, não é fruto de sua originalidade ou propostas - e o que sobra é algo a se comemorar? A nossa diplomacia é de comemorar? A educação no país é para se comemorar? O tratamento em relação ao aborto e a questão do projeto de lei contra a “homofobia”, entre outros inúmeros exemplos, são para comemorar? E o Foro de São Paulo? E o apoio às Farc?

Ainda bem que Lula não foi eleito em 1989! Os evangélicos que não votaram nele acertaram – não pelo que Collor trouxe (o que ninguém imaginava), mas pelo que Lula traria (e que todo mundo já sabia). O que seria o Brasil se, em vez de Itamar e FHC (apesar de muitas falhas destes) depois de Collor, tivéssemos desde 1990 um governo Lula? É só ler e assistir os discursos de Lula daquela época e não vemos nem um pingo de diferença entre o seu discurso daquela época e o de Chavez, por exemplo, nos dias de hoje.

Ademais, obrigado por enriquecer o assunto!

Abraço!

Silas Daniel disse...

Caro Daladier, a Paz do Senhor!

É isso aí. Todo messianismo é ruim. Uma coisa é otimismo com fundamento, outra coisa é messianismo, que faz as pessoas esconderem ou eufemizarem descaradamente falhas e criarem uma redoma contra críticas ao redor do seu "messias". É o que estão fazendo com Obama.
Mistificação. E das brabas. A História nos mostra que isso nunca foi bom.

Abraço!

Silas Daniel disse...

Caro Gutierrez, a Paz do Senhor!

Esse livro, ao qual já me referi aqui em postagem de novembro, nos mostra claramente, ao lado dos dois livros de memória de Obama, qual a sua concepção de cristianismo e valores. A constatação é lamentável.

Quanto ao culto a Obama na mídia tupiniquim no dia de sua posse, foi algo realmente deprimente. Um jornalista chegou a quase chorar ao vivo.

Como um amigo meu bem ilustrou, a Grande Mídia parecia um grande coral cantando à "Entrada Triunfal" do novo presidente em Washington: "Obama, Obama, Obama nas alturas!"

Abraço!

Sidnei Moura disse...

Pr. Silas,

E as coisas não vão parar por ai. No seu segundo dia, Obama autorizou experimento de células tronco em humanos, além de liberar financiamento federal em prol de empresas ligadas a Clínicas de Aborto, fato q levou o próprio Vaticano a divukgar uma nota repudiando tal atitude. O tempo nos mostrará o declínio moral da nação americana sob a gestão do messias midiatico. Infelizmente.

Abraço!

Sidnei Moura
www.sidneiemoura.blogspot.com

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Nenhum de nós, cristãos, esperávamos e esperamos, seja de Obama seja de qualquer líder, uma atitude diferente da que o próprio presidente americano assumiu. Devemos lutar contra as ideologias, facções, seitas e estruturas que combatem o cristianismo, os valores absolutos, a BíBlia, Cristo e a Igreja de Cristo. Todavia, não existirá nenhum governo teocrático dentro de uma democracia, pois deixará de ser democrático. Urge a Igreja de Cristo seguir sua marcha triunfante aos céus, esperando, em breve, à confirmação de nossa fé através da redenção em Cristo Jesus.
Enquanto isso... é bom continuarmos interpretando bíblica, social e teologicamente o nosso tempo.
Um abraço

Silas Daniel disse...

Caro Sidnei,

Este é Obama, fazendo tudo exatamente conforme o "script". Sobre a lei que injeta dinheiro em clínicas e ONGs pró-aborto (restringida nos governos Reagan, George Bush pai e George Bush filho, e liberalizada no governo Clinton), Obama segue a cartilha ideológica de seu partido, sendo que com mais radicalidade - ele simplesmente eliminou a possibilidade de restrições futuras ao financimento desses grupos (não sei se tal medida conseguirá se manter legalmente num eventual futuro governo republicano conservador, mas fato é que a medida de Obama inviabiliza decisões contrárias futuras quanto a esse assunto). Esse é o tão amado Obama.

Aliás, como vocês sabem, Obama disse que vai fechar Guantanamo em um ano. Aí veio a pergunta: "E para onde vão os 250 presos de lá? Serão soltos dentro dos Estados Unidos?"

Não, eles não serão soltos nos EUA. Eles são tão "inocentes" que que seus países de origem não os querem (Por que será?) nem o próprio EUA os quer (nem republicanos, nem democratas, nem independentes os querem em solo americano). Que fazer então? Resolveram perguntar aos países europeus, que tanto criticaram Guantanamo, se os queriam. Resposta: "Vamos pensar no assunto, mas há chances muito remotas de aceitarmos eles. Se vierem para cá, se vierem, talvez fiquem num cantinho lá na Suíça [apesar de a população local já ter protestado]". E agora? Foi quando alguém teve uma belíssima idéia: "Como o Brasil aceita terroristas como Cesare Battisti, vamos mandá-los para o Brasil". A proposta já foi literalmente feita ao governo brasileiro.

Quer dizer: os 250 presos de Guantanamo eram todos tão "inocentes" que nenhum país que era contra a prisão deles os quer receber, e o Brasil tem uma imagem tão boa, apoiando ditaduras sanguinárias e proto-ditaduras, bem como refugiando terroristas assassinos, que agora todo mundo defende que o Brasil receba-os. Eis o resumo da "ópera".

Silas Daniel disse...

Caro Esdras, prazer vê-lo aqui!

Importante você tocar nesse assunto: não devemos desejar um governo teocrático hoje, não devemos defender o absurdo que é a chamada Teologia do Domínio. Porém, por outro lado, devemos desmascarar e nos opôr a governos e movimentos que, usando distorcidamente a democracia, falaciosamente confundindo Estado laico com Estado anti-cristão, se levantam contra princípios e valores.

Quanto à posição de Obama já em sua posse, o caso dele se diferencia dos de quaisquer outros políticos de outros países ocidentais. Exemplo: aqui, no Brasil, uma posição assim seria vista como comum, natural. Mas, nos EUA, não. Obama é o primeiro presidente da história daquele país a ter esse posicionamento. Por isso, é, sim, de se chamar a atenção suas atitudes. Ainda mais que elas significam um afastamento total de Deus e o rompimento radical com os valores fundamentais que encetaram e moldaram aquele país tornando-o grande como é hoje.

Silas Daniel disse...

Caros,

Uma errata e informações.

Errata: no meu comentário neste espaço, datado de 23 de janeiro e publicado às 00h52, no final do décimo parágrafo, leia-se “Na verdade, nem um nem o outro seriam bons para o Brasil, e Lula seria ainda muito pior se eleito naquela época”.

Informações: Na próxima semana, publicarei novo artigo aqui; até lá, porém, publicarei um “drops”.

Abraços a todos!

Pb Uilton disse...

A PAZ DO SENHOR
SE OS EUA JA NAO VAI MUITO BEM IMAGINA AGORA COM UM GOVERNO QUE NAO TEM DEUS EM PPRIMEIRO LUGAR.
SE HOJE PREGAR NOS EUA SOBRE HOMESSEXUALISMO É PROIBIDO, IMAGINAMOS DAQUI PRA FRENTE HEIN.

MEUS DEUS.


VAMPS ORAR PARA QUE DEUS CONSERVE OS QUE NAO SE DOBRAN DIANTE DE BAAL.


UM ABRAÇO E FICA NA PAZ


Pb Uilton
IEAD-Cubatao-SP

Silas Daniel disse...

Caro irmão Uilton, a Paz do Senhor!

O projeto de lei que institui o chamado crime de "homofobia" ainda não foi aprovado nos EUA, embora, já há algum tempo, exista um tratamento persecutório e de censura contra cristãos nesse sentido por parte dos "buldogues" do politicamente correto nos EUA (o que provavelmente deu ao irmão essa impressão de que já existe alguma lei nesse sentido em vigor ali). Além do mais, já está se tornando comum nos EUA grupos gays atacarem crentes e igrejas - três já foram atacadas nos últimos meses só por pregarem que Jesus pode resgatar a heterossexualidade.

Além disso, o então candidato Obama prometeu em sua campanha do ano passado fazer de tudo para ver aprovado em solo americano um projeto de lei contra "homofobia" nos mesmos moldes do aprovado na Europa (Inglaterra, Suécia etc) e que já colocou na cadeia alguns crentes naquele continente, inclusive pastores. Escrevi a respeito em postagem aqui no mês de setembro do ano passado quando abordava as razões pelas quais não era e não sou pró-Obama.

Enfim, oremos pelos EUA!

Abraço!

João Paulo Mendes disse...

Paz do Senhor,

É clara a conduta desapontadora de Obama. Parece que não podemos esperar atitudes louváveis do novo presidente dos EUA do ponto de vista cristão.
Que o Senhor abençoe aquele país.

Abraço,

JP

Silas Daniel disse...

Caro João Paulo, a Paz do Senhor!

É isso aí. É claríssima e extremamente chamativa a conduta anti-valores cristãos de Obama à frente de uma nação que foi encetada e formatada a partir desses valores. A conduta de Obama é uma amostra de nossos dias, uma amostra de como a sociedade ocidental está cada vez mais se afastando, e velozmente, dos princípios judaico-cristãos que a formaram.

Abraço!

André Quirino disse...

Pr. Silas, a paz do Senhor!

Parabéns por mais essa postagem e pelo seu último programa, onde destacou os cinco pontos da Doutrina da Salvação. Que Deus continue te abençoando. Estou orando pelo senhor.

André Gomes Quirino
http://www.esperancasemlimites.blogspot.com/

Silas Daniel disse...

Caro André, a Paz do Senhor!

Obrigado pelas orações e palavras de apreço e motivação. Creio que foi no último ou no penúltimo programa que mandei um alô para você. Segunda-feira estaremos no Rio gravando novos edições do programa "Resposta Fiel", abordando temas sugeridos pelos ouvintes.

Abraço e que Deus também o abençoe mais e mais!

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Sinceramente!

Não creio que um discurso com o final: "Deus abençoe a América!". Poderá mudar algo. Clinton e Bush, finalizaram seus discursos desta forma religiosa, e ambos não foram nenhum tipo de bom exemplo presidêncial ou exemplo de conduta ortodoxa cristã. Quanto ao comentário do Gutierres sobre Oabama: "infelizmente o cristianismo não tem valor para ele". Reforço ainda o que já escrevi. Para Clinton e Bush (Que discursaram: "Deus abençoe a América!"). O cristianismo possuiu algum valor? Como foram os seus anos frente ao governo mais poderosos do mundo? Temendo a Deus? Não! Muito pelo contrário. Escândalos sexuais, carnificina generalizada com segundas intenções monetárias. Discurso é discurso!

Abraços!

VItor Hugo.

Silas Daniel disse...

Caro Vitor,

A questão não é o fato de Obama não dizer mais o "Deus abençoe a América" que todos os presidentes dizem, mas seus posicionamentos absolutamente anti-cristãos em várias áreas. Essas palavras não trazem nenhum poder mágico nelas. A pessoa pode proclamar "Deus abençoe" e ser um grande pecador desobediente a Deus. Agora, o fato de ser o único dos 44 presidentes da história dos EUA a não usar o "Deus abençoe a América" em seus discursos - fato que não dá para ignorar - é obviamente para sinalizar um novo estilo onde isso é deixado de lado, e que é demonstrado na prática por boa parte de suas medidas, que choca-se frontalmente com princípios e valores cristãos sobre os quais aquele país foi fundado.

Em suma: no caso de Clinton, o problema é que aquelas suas palavras se chocavam frontalmente com sua vida e com muitas de suas decisões como presidente. No caso de Obama, a ausência dessas palavras se encaixa perfeitamente com a parte liberal e anti-cristã de sua agenda como presidente, e que compreende a maior parte de sua agenda. Em vez de haver uma discrepância entre atos e aquelas palavras, o que há é a ausência destas palavras corroborando perfeitamente com seus atos e vice-versa.

Já no caso de Bush, como já escrevi neste blog, vejo erros em sua administração, mas diferentemente daquilo que se tornou quase que senso comum devido à propaganda ideológica que a mídia fez contra ele, omitindo ou distorcendo acertos e avultando erros (coisa que a mídia faz exatamente ao inverso em relação a Obama, o que é muito ruim), não vejo Bush como esse "demônio", "hasmodeu", "diabo" etc.

Sou jornalista e sei como alguns colegas de classe no meio secular se portam; conheço gente que trabalha em alguns desses grandes órgãos de imprensa televisiva e impressa (que me dizem cada coisa...) e também conheço a política ideológica descarada que há dentro deles (e não só na Grande Mídia brasileira) para denegrir gente que adote um posicionamento ideológico conflitante com o da Grande Mídia; sei (o que pouca gente sabe) que a Grande Mídia americana (excetuando Wall Street Journal e Fox News, que é apenas a nona em audiência naquele país) é toda e declaradamente democrata e é ela que pauta a nossa mídia aqui e a do mundo inteiro (por isso você nunca vê a mídia falando bem de qualquer republicano e a vê sendo sempre generosa com os democratas - isso é um padrão na mídia brasileira desde as presidências de Jimmy Carter, passando por Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho, e agora Obama - já notou?); e, diferentemente do que a maioria faz, leio sempre a versão do outro lado, o que você nunca vai encontrar na Grande Mídia em relação aos seus desafetos ideológicos. Aí, quando você começa a saber outros dados sobre fatos divulgados na mídia, conhece outros dados extremamente importantes e propositalmente olvidados ou vê como dados passados sobre fatos divulgados na mídia foram proposital e parcialmente omitidos ou absurdamente distorcidos, então você deixa de ser um mero receptor da mensagem e da lavagem cerebral ideológica que a Grande Mídia pratica tentando formar um senso comum alinhado à sua ideologia, ao que ela acha que é melhor para a humanidade. Perceba: não estou dizendo que todos os presidente republicanos foram perfeitos e que todos os democratas não acertaram em nada; o que digo é que "o mundo", de que fala a Bíblia, esse sistema ideológico que permeia a sociedade e cuja mentalidade é disseminada em jornais, revistas, programas etc, esse "senso comum majoritário", essa "mentalidade majoritária", sempre é virulenta com qualquer viés que tenha um posicionamento discrepante dessa mentalidade e absurdamente generosa com todos os que se adequam a essa mentalidade. E quem fomenta esse sistema cria "demônios" e sagra "anjos"; distorce fatos e cria outros; unge "messias" e pinta "demônios". Bush não foi nenhum demônio e muita coisa tola e falsa tem sido dita sobre ele. E Obama não é nada disso que pintam.(Se quiser saber um pouco do penso sobre Bush, leia o artigo, os links que forneço e meus comentários no espaço de comentários da postagem http://silasdaniel.blogspot.com/2008/09/atendendo-pedidos-mais-drops.html).

Com isso não estou dizendo que todas as medidas que Obama tome ou tomará são todas erradas, mas que, infelizmente, a maioria de suas medidas segue o padrão desse sistema, que choca-se frontalmente contra valores e princípios inegociáveis.

Abraço!

André Quirino disse...

Amém, pastor! Confesso que estou ansioso para ouvir essas novas edições do programa. Ele tem colaborado muito em meus estudos bíblicos. E, sinceramente, desde que li sua resposta até agora estou lamentando por, justamente no programa em que o senhor mandou o alô para mim, eu estar viajando. Mas, ainda assim, muito obrigado. Sem nenhuma hipocrisia, afirmo novamente que sou um grande admirador do senhor. A propósito, comentei numa foto de seu programa no Orkut da Rádio Web CPAD.

Abraço. Em Cristo,

André Gomes Quirino
www.esperancasemlimites.blogspot.com

Silas Daniel disse...

Caro André,

Se Deus permitir, amanhã anuncio aqui os temas dos próximos programas. Ademais, obrigado por suas palavras de apreço e motivação. E que bom saber que a Rádio Web CPAD, que não tem nem quatro meses no ar, já tem tantos ouvintes admiradores!

Abraço!