segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O verdadeiro sentido do Natal é Jesus


Estamos vivendo a proximidade do final de mais um ano e, com ela, a chegada das festas natalinas. Como sempre, o comércio está agitado: a maioria das pessoas, envolvidas pelas campanhas publicitárias sobre as ofertas de Natal, saem avidamente às compras, cumprindo cegamente o ritual consumista de final de ano e esquecidas do verdadeiro sentido do Natal e o que ele representa para nossas vidas.
Natal não tem nada a ver com Papai Noel, guirlandas, bengalinhas de açúcar etc. Também não tem nada a ver com troca de presentes, ainda que seja um gesto agradável. E muito menos ainda tem a ver com banquetes festivos regados a muita bebida alcoólica. Não! O Natal é Cristo.
É verdade que a data do nascimento de Cristo não é 25 de dezembro, já que Jesus deve ter nascido numa noite de primavera ou, mais provavelmente, numa noite de verão, já que o texto bíblico nos informa que, na noite de Seu nascimento, os pastores estavam com as ovelhas no campo (Lucas 2.8), o que não seria possível em dezembro, que é período de inverno no Oriente Médio. A data de 25 de dezembro para celebrar o Natal foi estabelecida pela Igreja Católica no quarto século d.C., com o objetivo de substituir as festas de final de ano pagãs do romanismo, que ocorriam em dezembro, por uma celebração cristã, voltada para Cristo.
Logo, surge a pergunta: “É correto, então, celebrarmos o Natal?”. Mesmo não sendo 25 de dezembro a data exata do nascimento de Cristo, comemorar o nascimento de Jesus de forma especial em uma data é válido. Alguns cristãos preferem não comemorar a data, não por considerarem o nascimento de Cristo algo importante, mas por frisarem o fato de que, à luz da Bíblia, todos os dias devem ser dias de celebrar Jesus. Já outros cristãos reconhecem o mesmo, mas, além de agradecerem a Deus todos os dias por ter enviado Seu Filho Jesus, também celebram o nascimento de Cristo de forma especial em uma data específica. Como disse o apóstolo Paulo, “um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias; cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente” (Romanos 14.15).
O Natal é uma oportunidade de celebrarmos de forma especial este importante acontecimento, que foi a encarnação de Jesus, Deus que se fez carne por nós. É um culto de gratidão a Deus pela Vinda de Cristo. É também uma oportunidade de evangelização, isto é, de convidar as pessoas não-crentes a participarem de reuniões especiais onde ouvirão a mensagem da Palavra de Deus sobre as implicações e a importância do nascimento de Cristo. Inclusive, algumas igrejas, como já é de costume, preparam até cantatas natalinas e dramatizações para evangelizar de forma específica nesse período em que as pessoas estão mais sensíveis para a mensagem do Natal.
Fato é que se o Natal for celebrado, ele deve ser celebrado corretamente. Natal não tem nada a ver com Papai Noel, duendes, renas que voam, carruagens cheias de presentes, meias coloridas penduradas ou coisas parecidas. Papai Noel é uma invenção comercial, é a exploração da lenda de um monge medieval chamado Nicolau, que levantava ofertas durante o ano para comprar presentes para dar na noite de Natal às crianças de um orfanato. Em cima dessa lenda, a empresa de bebidas Coca-Cola criou, no início do século 20, o personagem Papai Noel e todos os outros personagens a ele associados, e que não têm absolutamente nada a ver com o Natal, mas que, infelizmente, acabam tomando o lugar de Jesus no coração, sobretudo, das crianças.
Natal é a celebração do maior presente de todos os tempos: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória” (João 1.14). Jesus é Deus encarnado, Deus feito homem, que encarnou para, além de nos dar o exemplo de como devemos viver, morrer na cruz em nosso lugar, para remissão de nossos pecados. Essa foi a principal razão de Sua Vinda.
A Bíblia diz que Deus nos ama muito, mas nossos pecados nos afastam de Deus: “Vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59.2).
Exatamente porque “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23), não somos merecedores da comunhão com Deus e da vida eterna. Porém, a Bíblia também afirma que porque Deus nos ama tanto que providenciou a nossa Salvação. “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23a), mas Deus deu o Seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar. Jesus levou sobre si mesmo o castigo pelos nossos pecados, a fim de que tivéssemos direito à comunhão com Deus e à vida eterna com Ele. A Bíblia declara que Jesus foi “ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas suas feridas fomos sarados” (Is 53.5). E o próprio Jesus declara que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Portanto, se você aceitar Jesus Cristo como o seu único e suficiente Salvador, aceitando o sacrifício dEle na cruz do Calvário em seu favor e entregando sua vida totalmente a Ele, a Bíblia afirma que os seus pecados serão imediatamente perdoados e você terá a certeza da presença de Deus em todos os momentos de sua vida aqui na Terra, conduzindo-o e ajudando-o em tudo, além da garantia de viver para sempre com Deus na eternidade. A Bíblia declara: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). “O dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23b).
Se você que me lê ainda não aceitou Jesus, então o que está esperando? Aceite Jesus como seu Senhor e Salvador agora mesmo! Ele morreu na cruz do Calvário por causa dos seus pecados e ainda ressuscitou ao terceiro dia, vencendo a morte para garantir a vida eterna a você e dar um real significado à vida. Esta é a sua oportunidade! Não a desperdice! Cristo é a única esperança. NEle está o sentido da vida.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O que significa a reeleição de Obama: um país profundamente dividido, é fato; mas também muito mais do que isso


Em uma das mais disputadas eleições da história dos Estados Unidos, o liberal radical Barack Hussein Obama venceu o conservador moderado Mitt Romney por 303 a 206 nos colégios eleitorais (com vitórias apertadíssimas nos Estados-chave de Ohio, Virgínia e Flórida) e apenas 2 pontos percentuais de diferença na votação nacional (50,2% contra 48,2% – 59,6 milhões de votos contra 57 milhões de seu adversário). Esse resultado, como já está sendo dito e escrito hoje por muita gente, mostra um país profundamente dividido, é verdade. Dividido como nunca antes em sua história. Mas, mostra também muito mais do que isso. Talvez seja finalmente a chegada do que há alguns anos era chamado de “o mui próximo último suspiro de uma América para a ascendência de outra América”.
Sim, talvez seja “o último suspiro” do que foi chamado nos anos 80 de “maioria moral” nos EUA. Essa “maioria moral”, pela primeira vez, mostrou que não é mais maioria. Tomara que estejamos errados, mas parece que finalmente deu-se o primeiro passo para o cumprimento daquela antiga previsão da Europa sobre os EUA: “Eu sou você amanhã”.
Nesta eleição, não apenas o mais liberal presidente da história dos EUA foi reeleito – um homem que apóia abertamente o aborto até o nono mês e em qualquer caso, bem como seu financiamento pelo Estado; que é o primeiro presidente a apoiar o “casamento” gay e o menos pró-Israel da história do país; que decretou, como primeiro ato como presidente, em 20 de janeiro de 2008, a destruição de embriões para pesquisas; que apóia a criação em seu país das tais leis contra a “homofobia”, que defende a maior dependência do cidadão em relação ao Estado etc. Não, nesta eleição aconteceu muito mais do que isso: simultaneamente, o “casamento” gay foi aprovado em plebiscito em quatro Estados (Maine, Minessota, Maryland e Washington) assim como a legalização da maconha para fins recreativos em Washington e Colorado.
E não é que os evangélicos não saíram às urnas desta vez, como em 2008, quando 30 milhões ficaram em casa desmotivados com McCain, e Obama terminou vencendo por 10 milhões de votos de diferença. Eles foram às urnas neste ano... (PARA CONTINUAR A LER ESTE ARTIGO, CLIQUE AQUI)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O peso do voto evangélico e católico na eleição dos EUA


Amanhã, os norte-americanos vão às urnas para eleger o seu presidente para os próximos quatro anos. A luta está acirrada, mas há grandes chances do republicano Mitt Romney ganhar o pleito deste ano. As pesquisas mostram ele e Obama tecnicamente empatados no voto nacional, e as previsões sobre a vitória nos colégios eleitorais são as mais variadas, indo desde uma vitória para Obama por 303 a 235 colégios eleitorais até a vitória para Romney por 315 a 223 colégios eleitorais. Há também quem acredite que a eleição pode ser apertadíssima como a de Bush sobre Al Gore em 2000. Uma das fortes razões, porém, para que se acredite na vitória de Romney no pleito deste ano é a mobilização do voto evangélico.
Nas eleições de 2008, 30 milhões de evangélicos ficaram em casa no dia da votação e Obama venceu a eleição por 10 milhões de votos de diferença. Neste ano, porém, de seis semanas para cá, as bases evangélicas começaram a se mobilizar pró-Romney de uma forma só vista recentemente nas eleições de 2000 e 2004.
(PARA CONTINUAR A LER ESTE ARTIGO, CLIQUE AQUI)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O cristão e o espírito do nosso tempo: o "zeitgeist" dos nossos dias pode ser o pior possível, mas o Espírito de Deus nos chama para fazermos diferença neste tempo

Desde o século 18, os intelectuais alemães costumam usar a expressão zeitgeist para descrever o que chamamos de “espírito do nosso tempo”. O termo significa, ao pé da letra, “espírito de uma época” ou “espírito do tempo”. Por extensão, uma tradução comum para o vocábulo também é “sinal dos tempos”. Fato é que cada época é marcada por uma mentalidade ou espírito dominante. Ou seja, não é equivocado afirmar que cada época tem o seu “espírito”, suas tendências, suas ondas, seus movimentos ideológicos. E não é diferente com a nossa época.
(PARA CONTINUAR A LER ESTE ARTIGO, CLIQUE AQUI)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A contínua escalada republicana nas eleições norte-americanas

Nos últimos dois meses, a imprensa obamista dos EUA e de cá chegou a sepultar por três vezes a campanha do candidato republicano Mitt Romney. Também pintaram uma imagem irreal de Romney, chamando-o de “robô”, “sem alma”, “frio”, “fábrica de gafes” (como se Joe Biden e Obama não tivessem cometido juntos mais do que o quádruplo de gafes que Romney cometeu em toda a sua campanha até aqui) e outras tolices sem fim. Nada do que disseram sobre Romney, nem mesmo o vídeo da fala infeliz sobre os 47%, gravação conseguida pelo neto de Jimmy Carter, chegou a abater a sua campanha seriamente. Mesmo depois de tantas pancadas, o candidato republicano, mês após mês, ia subindo paulatinamente no número de colégios eleitorais, que, enfim, é o que conta. Romney oscilava muito nas pesquisas nacionais, com ligeira vantagem para Obama na média geral das pesquisas, mas crescia solidamente, pouco a pouco, nos colégios eleitorais. Nos últimos dois meses, foi de 101 colégios eleitorais (Obama tinha, à época, bem mais de 350) para 160, e depois para 191, e mais à frente a 201, chegando hoje a 257 colégios eleitorais contra 281 de Obama – lembrando que, com 270 colégios, o candidato é eleito.
(PARA CONTINUAR A LER, CLIQUE AQUI)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A verdade sobre Eric Hobsbawm e uma nota sobre o primeiro debate entre Romney e Obama


Faleceu em 1 de outubro o historiador comunista Eric Hobsbawm, cuja produção intelectual nunca teve o menor apreço de minha parte, apesar de Hobsbawm ser incensado apaixonadamente pelos seus seguidores, que geralmente só leram Hobsbawm – e só leram ele ou por indicação de seus professores marxistas (a maioria esmagadora dos professores universitários é de esquerda) ou porque, como esquerdistas, não queriam ler mesmo outros autores (infinitamente melhores e mais honestos do que Hobsbawm) para entender o século 20.
Não tenho apreço algum por intelectual que defende a matança de 40 milhões de pessoas pela URSS, dizendo que valeu a pena pelo ideal que os soviéticos buscavam; que exalta o carniceiro Che Guevara e louva o ditador Hugo Chavez, e que omite fatos contundentes da história, além de distorcer outros, para vender uma versão marxista da história da humanidade aos seus leitores. Para mim, isso não é historiador. Pode ser incensado mil vezes por seus pares esquerdistas da Grande Mídia e da academia, onde sempre foram maioria, mas não terá nunca o meu apreço intelectual, por razões morais e de honestidade intelectual.
Para não me deter muito falando de erros do Sr. Hobsbawm, indico os artigos... (PARA CONTINUAR A LER ESTE ARTIGO, CLIQUE AQUI)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Imprensa Obamista (Parte 6)

Na noite de 14 de outubro de 2008, quando faltavam poucos dias para a eleição presidencial nos EUA, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão apresentou uma das matérias mais absurdas que já assisti na tevê brasileira. E ela não foi feita por qualquer jornalista global, não, mas por um dos seus mais tarimbados e afamados jornalistas, um dos mais respeitados em sua geração no Brasil: o senhor Pedro Bial, que foi correspondente internacional da Globo por muitos anos, tendo se destacado por suas matérias in loco sobre a Guerra do Golfo, a Queda do Muro de Berlim e o conflito na antiga Iugoslávia. Pois bem, Bial, que há tempos não estava mais na ativa como jornalista, pois já havia começado a se dedicar ao asqueroso reality show Big Brother Brasil, foi convocado à época para ir aos EUA para fazer matérias para o Jornal Nacional sobre as eleições norte-americanas.
(Para continuar a ler este artigo, clique AQUI)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Imprensa Obamista (Parte 5): pesquisa Gallup mostra que 60% dos norte-americanos não confiam na Grande Mídia do seu país; veja algumas distorções recentes reproduzidas pela Grande Mídia daqui


Na sexta-feira, o Gallup divulgou o resultado de uma pesquisa que revela que 60% dos norte-americanos não confiam na Grande Mídia de seu país. A pesquisa mostra ainda que a maioria dos norte-americanos começou a desacreditar na Grande Mídia a partir de 2005 (55% contra 44%), mas voltou a confiar mais em 2006 (50% contra 49%), até que, de 2008 para cá, o descrédito só tem aumentado. Em 2008, 52% não confiavam. Depois, se seguiram cinco pesquisas, sendo a última em setembro deste ano, e os resultados se mostraram todos crescentes pró-desconfiança.
(Para continuar a ler este artigo, clique AQUI)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como eu queria demonstrar...


Ontem, Jay Carney, secretário de Imprensa da Casa Branca, o mesmo que repetiu cinco vezes na semana passada que, diferentemente do que as autoridades líbias e fontes da inteligência norte-americana estavam dizendo à imprensa (notadamente aos britânicos Independent e Daily Mail, e às norte-americanas Fox News e CNN), o ataque às embaixadas não foi um ataque terrorista planejado, mas apenas uma “reação espontânea a um filme”, agora voltou atrás e admitiu o óbvio: foi, sim, um atentado terrorista, e “talvez planejado”.
(Para continuar a ler, clique AQUI)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Papiro da "esposa de Jesus": mais uma antiga fraude gnóstica colocada em evidência

Da Redação do CPADNews

Ontem, mais uma fraude gnóstica celebrada por teólogos liberais militantes ganhou repercussão na mídia internacional. Trata-se da divulgação de um papiro copta, datado do quarto século d.C., que poderia estar sugerindo – como outras obras gnósticas do segundo século – que Jesus foi casado.
O texto apócrifo, composto por oito linhas, está todo fragmentado, o que dificulta qualquer tentativa de interpretação, como destaca a própria porta-voz da descoberta, a historiadora e cientista da religião Karen Leigh King, da Universidade de Harvard, nos EUA. Ela, porém, que é defensora do Jesus casado do gnosticismo, enfatiza os dizeres da quarta linha, na qual se lê apenas “Jesus disse a eles: Minha mulher” a continuação da frase não pode ser lida. Na linha seguinte, já se lê: “Ela estará preparada para ser minha discípula”.
Como afirma André Chevitarese, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em matéria no site da revista Veja sobre a descoberta do referido papiro, “usar esse fragmento para dizer que Jesus era casado é sensacionalismo. Seria fazer algo parecido com o que Dan Brown fez em O Código Da Vinci, onde usou trechos do Evangelho de Felipe em copta para dizer que Jesus beijou Maria Madalena. De novo, esse evangelho diz mais sobre as vivências dessa comunidade do que sobre o Jesus real”.
Karen Leigh King, 58 anos, é discípula do teólogo da libertação norte-americano Harvey Cox, propugnadora da teologia feminista nos EUA e membro do grupo Seminário de Jesus, criado em 1985 tendo como objetivo desconstruir o Jesus da Bíblia, defendendo que os Evangelhos devem ser vistos como cheios de invenções sobre a vida de Jesus; que os milagres de Jesus nunca ocorreram porque milagres não podem acontecer; que Jesus nunca ressuscitou; que foi casado com Maria Madalena, com base nos evangelhos gnósticos; que era filho de um adultério de Maria com um soldado romano; e que os evangelhos gnósticos são mais importantes do que os relatos canônicos. Ora, os evangelhos gnósticos são fraudes criadas pelos gnósticos a partir do segundo século da Era Cristã para enganar os cristãos, mas que foram denunciadas ainda em seu nascedouro por Pais da Igreja, como o bispo Irineu de Lyon (130-202dC).
Mais recentemente, em 2004, os militantes do Seminário de Jesus enfatizaram o chamado “Evangelho de Judas”, outro texto gnóstico, escrito aproximadamente em 180 d.C., e que é uma das fraudes gnósticas denunciadas nominalmente por Irineu em sua clássica obra Contra as Heresias.
“Eles produzem uma dessas histórias fictícias, a qual chamam de ‘Evangelho de Judas’”, escreveu Irineu no segundo século d.C. Lembrando ainda que Irineu aprendeu aos pés de Policarpo, que por sua vez foi discípulo direto do apóstolo João, um dos doze apóstolos de Cristo.
Os gnósticos eram uma corrente filosófica forte nos primeiros séculos da Era Cristã, mas que não tinha o apoio nem do judaísmo nem do cristianismo. Suas crenças não têm base bíblica, nem no Antigo nem no Novo Testamento. Essa seita caracterizava-se por misturar os ensinos cristãos com filosofias pagãs e tradições judaicas. Os apóstolos Paulo e João lutaram contra esse movimento. Escrevendo sobre os gnósticos, Paulo afirma: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Colossenses 2.8). O motivo de sua preocupação, afirma ele, era “para que ninguém vos engane com palavras persuasivas”.
Os gnósticos são assim chamados porque seu objetivo, segundo afirmavam, era a “gnosis”, isto é, o conhecimento. Eles criam na salvação pelo conhecimento. Os gnósticos adotavam conhecimentos místicos com forte influência da doutrina pitagórica, do platonismo, do Culto de Mitras (mitraísmo) e até mesmo de ensinamentos oriundos do Antigo Egito e da Mesopotâmia (zoroastrismo e mazdeísmo).
Os gnósticos criam que o conhecimento, que denominavam de “gnosis”, podia ser adquirido por meio de transes, quando “o espírito fica livre para circular pelas diversas esferas, assim como pelos sonhos”. Eles criam que o mundo material e o corpo humano foram criados por espíritos inferiores ou até mesmo diabólicos, por isso só a busca por uma sabedoria esotérica ajudaria alguns a libertar-se da “escravidão do corpo”. Por isso, os gnósticos criam que Jesus não era Deus feito carne, mas um espírito possuindo um corpo.
Para sustentar seus ensinos e ganhar apoio entre cristãos, os gnósticos escreveram algumas fraudes, como o Evangelho de Maria, sobre Maria Madalena; e o Evangelho de Pedro, todos rejeitados pela Igreja Primitiva. Eles tentavam vender esses livros como escritos do primeiro século, quando, como se sabe, são obras produzidas no segundo, terceiro e quarto séculos. Na época, quase ninguém caiu nessa história, tendo essas fraudes e seus criadores sido facilmente identificados ainda em seus dias, e suas criações sido solenemente desprezadas pelos cristãos daquele período. Essas fraudes sequer chegaram a ter uma pequena aceitação entre os cristãos.
Diferentemente desses evangelhos apócrifos, confeccionados pelos gnósticos no segundo, terceiro e quarto séculos, os quatro Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João – foram escritos ainda no primeiro século, sendo que dois deles foram escritos por dois dos 12 apóstolos de Cristo (caso de Mateus e João) e um outro foi redigido conforme os relatos ditados pelo apóstolo Pedro (caso do Evangelho de Marcos, o mais antigo dos quatro). Lembrando ainda que quando os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas já circulavam, o apóstolo João ainda era vivo. Por essa razão, esses foram os únicos Evangelhos aceitos pela Igreja Primitiva como fidedignos. Irineu, de quem já falamos (que aprendeu de Policarpo, que por sua vez aprendeu aos pés de um dos quatro evangelistas – João), cita os quatro como os únicos verdadeiros. Ele os chama, em sua obra Contra as Heresias, de “Evangelho Tetramorphon”, ou seja, o Evangelho tetramórfico ou quádruplo.
Por sua vez, Orígenes (185-254dC), o mais destacado exegeta bíblico da Igreja Primitiva grega, afirmou que Mateus, Marcos, João e Lucas eram os únicos Evangelhos verdadeiros e escritos “pela inspiração do Espírito Santo”. Ele ainda acrescenta que estes eram os únicos Evangelhos que, em sua época (o terceiro século), eram aceitos por todos. Irineu afirmara o mesmo no segundo século.
O papiro em evidência hoje é só mais uma tentativa da velha militância do liberalismo teológico de tentar seduzir as pessoas incautas a não crerem no que a Bíblia diz. Felizmente, será em vão, mais uma vez.